quarta-feira, 14 de abril de 2010

Consumo "no logo" Existo


"O teu futuro é duvidoso" canta a balada.
Por mais narcotizante que seja o efeito do otimismo, a realidade é que vivemos ( a humanidade) período de grande fartura.
Mesmo com toda a brasileirice de Deus, e todas as promessas do tesouro sob o arco-íris, e este sobre uma plataforma da Petrobras na área do pré-sal, o declínio é inevitável.
Em algum ponto o arco mergulha para algum ponto além do horizonte e desaparece.
Anos ou décadas ainda por vir nos embalos de sábado à noite, não interessa, antes que o destino mostre sua face de poucos sonhos, convém preparar as crianças.
As instituições educativas já começam a se mobilizar aqui e alí, e é uma dessas manifestações é que retransmitirei por aqui.


"Consumo, logo existo." é um projeto interdisciplinar em desenvolvimento para a primeira série do ensino médio do Colégio Antonio Vieira em Salvador.



Sustentabilidade, consumo e cidadania

Este é o grande dilema que vivemos hoje: a humanidade já consome 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se não houver mudança nos padrões de produção e consumo, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender às nossas necessidades de água, energia e alimentos.

Helio Mattar

segunda-feira, 22 de março de 2010

NOVO PARADIGMA ENERGÉTICO MUNDIAL


Novo Paradigma Energético Mundial

Por David Murphy


A história da civilização moderna passou por dois momentos de transição em energia marcados pela invenção e desenvolvimento da agricultura e pelo descobrimento e exploração do petróleo.

As duas transições dividiram a história humana em três fases: caçador-criador, agrícola e industrial. Faber et. al. (1996) refere a essas três fases como “Imagens Paradigmaticas do Mundo”, porque elas descrevem uma estrutura comum de sociedades ao redor do planeta. A questão mais importante passa a ser “qual é a próxima imagem paradigmática do mundo?”

As maiores transições de energia na história humana compartilham um traço comum: elas proveram à sociedade maiores quantidades de energia de alta qualidade. Uma análise do povo !Kung no deserto de Kalahari, um dos únicos povos caçadores remanescentes do último século, revelou que toda a estrutura social, incluindo, ritmos migratórios, atividades ligadas ao gênero e esquemas de trabalho foram atribuídos em função da disponibilidade de água e comida (energia) (Lee 1972)

O desenvolvimento da agricultura suplantou a maior parte das populações caçadoras porque esteve focada na energia do sol nas safras dos alimentos, que rendia muito mais quantidade de alimento por unidade de área de terreno. Como resultado, estoques foram acumulados, populações cresceram, e as fixações começaram a florescer. As sobras de alimentos criadas pelo desenvolvimento da agricultura permitiram que algumas pessoas deixassem a fazenda em busca de educação superior, especializações na área comercial, desenvolvimento de ferramentas, etc. Mas mesmo a fazenda antiga mais produtiva não pode ser comparada com a moderna produtividade, as chamadas fazendas industriais.

A era industrial moderna começou, no mínimo, no final do século 19 com o descobrimento do petróleo, e hoje é definida pela exploração dos três maiores combustíveis fosseis: óleo, carvão e gás natural. Nunca, em época anterior, esteve a sociedade diante de uma energia de tão alta qualidade e tão abundante. Como exemplo, a colheita de uma tonelada de trigo nos EUA no princípio do século 19, consumia 30 horas de trabalho em 1970, contra menos de duas horas nos dias atuais (Snil 1994)

O decréscimo no numero de horas de trabalho foi devido em grande parte ao uso de fertilizantes e maquinário próprio, ambos com suas bases no combustível fóssil. A crescente utilização desses combustíveis nos mais diversos setores da economia levou a um vasto incremento de produtividade, que foi a força motriz para a transição da sociedade agrícola para a industrial no inicio do século passado.

As teorias econômicas desenvolvidas durante a industrialização, no entanto, falharam em refletir o valor da energia do combustível fóssil na transição da economia agrícola para a industrial, com teoristas afirmando, “O mundo pode efetivamente seguir em frente sem recursos.” (Solow 1974)

Historicamente, teorias econômicas têm sido válidas para refletir a “Imagem Paradigmática do Mundo” no tempo em que foram desenvolvidas. Por exemplo, nas sociedades principalmente agrárias no início do século 18, na França, alguns acadêmicos, denominados fisiocratas, postulavam que a maior fonte de valores estava na terra na medida em que percebiam como terras de maior qualidade produziam mais alimentos, e portanto maiores lucros aos fazendeiros. Pela virada ao século 19, a sociedade européia começou a se industrializar, e o foco dos economistas mudou da terra para o trabalho. Esses economistas, denominados clássicos, focaram no trabalho como a principal fonte de riqueza na medida em que notaram que o produto de uma fábrica estava diretamente relacionado com a força de trabalho. Pelo início do século passado, uma nova escola de economistas denominada neoclássica, Já postulava que o valor de qualquer objeto não poderia ser medido na quantidade de trabalho alocado nem, tampouco, nos recursos empregados, e sim pelo valor ditado pelo mercado.

De acordo com o paradigma neoclássico, a medida de sucesso de um povo era igual à quantidade do que esse povo poderia consumir no mercado, assim, os ganhos passaram a ser a medida básica com o qual o sucesso pode ser medido. Desde que os ganhos são diretamente proporcionais ao sucesso, o aumento dos ganhos, ou uma economia em expansão, se tornou o “de facto goal” para os economistas neoclássicos.

Mas o mundo de hoje é muito diferente do mundo existente à época do início da industrialização, com muito mais povos em convívio com recursos cada vez menores. A falha em perceber este fato é uma das razões do porquê nações menos desenvolvidas no mundo atual lutam para sair da miséria. Muitas das modernas políticas de desenvolvimento levadas pelas nações menos desenvolvidas, enfatizam industrializações orientadas à exportação, e por numerosos motivos elas tem falhado em atingir seus objetivos (Kroeger and Montayne 2000)

Muitas dessas nações menos desenvolvidas dispõem, até mesmo, de grandes quantidades de recursos naturais incluindo o petróleo, mas se mantêm pobres. Simplesmente o acesso à energia de alta qualidade contida nos combustíveis fósseis não, necessariamente, se traduz em uma melhor qualidade de vida. Outras variáveis, como a corrupção, educação, comércio e investimento deverão ser objeto de análise nas causas do crescimento econômico (Papyrakis e Gerlagh 2004).

A crença, cada vez mais corrente, de que o crescimento econômico aumenta o welfare humano é essencial para entender o porquê de certas nações, ao redor do mundo, seguirem poluindo o ar, água e terra em nome desse crescimento. Incremento do PIB ou crescimento acima de tudo, continua sendo o foco da escola neoclassicista e assim reverenciado por quase todas as economias do mundo como forma de medir o welfare humano.

Porém, crescimento infinito com base em recursos finitos não pode ser possível, e a determinado ponto, o suprimento de energia fóssil começará a declinar, e o tipo de crescimento dominante desde o início da industrialização não será mais possível.

Da mesma forma que a descoberta de grandes fontes de energia e sua exploração propiciaram o crescimento exponencial em várias áreas da sociedade e a transição para o paradigma energético, definindo as características econômicas da era industrial, essa ficará como coisa do passado e novo modelo necessitará ser criado – algum em que o Welfare humano esteja separado dos ganhos, e o foco esteja na sustentabilidade

O abandono do último paradigma de crescimento é de suprema importância porque, diferentemente das últimas transições energéticas, a próxima estará relacionada com a menor disponibilidade de energia na sociedade. Porém, isso não deve ser visto de forma negativa e sim como uma prova de que o aumento dos ganhos de todos não aumentará necessariamente a felicidade de todos (Easterlin 1995).

Ademais, pessoas engajadas em programas locais de produção de alimentos a baixo custo de energia, como os orgânicos, tendem a ter não só uma vida mais saudável mas também uma melhor interatividade com as comunidades locais (Wells et al. 1999).

Estes são exemplos bem básicos de tipos de soluções à baixo custo de energia que o mundo terá que começar a adotar na próxima transição energética.
Não existe substituto para o óleo, gás natural, ou carvão necessário para manter o status quo no futuro, e não há uma só razão para crer que a tecnologia criará uma bala de prata como solução. Entretanto, com um mix apropriado de redução (drástica) do consumo de energia e técnicas para o aumento de eficiência junto com desenvolvimento de novas fontes, a sociedade poderá experimentar a transição para a nova imagem paradigmática do mundo, sem grandes catástrofes.

Se tal vai ser possível considerando a estrutura financeira e governamental dos dias atuais, trata-se de outra questão em que não adentrarei, dizendo somente que o pivô para o início da transição será uma mudança de atitude e comportamento das pessoas (inclusive as pertencentes ao governo) ao redor do mundo, principalmente no tocante à errônea crença de que o único meio para o alcance da felicidade está através da riqueza financeira.
A escalada dos preços do petróleo, juntamente com a ameaça de colapso econômico em 2008, são evidencias de que o mundo é dependente dos estoques de combustíveis fosseis, e alguma mudança é inevitável face ao esgotamento desses estoques.

A sociedade tem uma de duas opções:

1) conscientizar-se que os combustíveis fósseis mais dia ou menos dia estarão escassos e comece a se preparar para uma transição para uma sociedade bem menos densa em energia, ou
2) manter o status quo, esperando que a economia possa crescer indefinidamente enquanto as reservas de combustíveis fosseis vem declinando.

Tradução: Ronaldo Pignataro


Referencias
Easterlin, R. A. (1995). Will raising the incomes of all increase the happiness of all? Journal of Economic Behavior and Organization, 27(1), 35 - 47.
Faber, M., Manstetten, R. and Proops, J. (1996). Ecological Economics: Conepts and Methods. Cheltenham: Edward Elgar.
Kroeger, T. and Montayne, D. (2000). An Assessment of the Effectiveness of Structural Adjustment Policies in Costa Rica. In C. A. S. Hall(Ed Quantifying Sustainable Development (pp. 665 - 693). New York: Academic Press.
Lee, R. B. (1972). !Kung Bushman Subsitence: An Input-Output Analysis. In A. P. Vayda(Ed Environment and Cultural Behavior) Garden City: Natural History Press.
Papyrakis, E. and Gerlagh, R. (2004). The Resource Curse Hypothesis and its Transmission Channels. Journal of Comparative Economics, 32, 181 - 193.
Smil, V. (1994). Energy in World History. Westview Press.
Solow, R. M. (1974). The Economics of Resources or the Resources of Economics. The American Economic Review, 64(2), 1-14.
Wells, B., Gradwell, S. and Yoder, R. (1999). Growing food, growing community: Community Supported Agriculture in rural Iowa. Community Development Journal, 34, (38-46).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CARNE - COMER OU NÃO







“Não coma os animais, não mate seus irmãozinhos pois eles são seus amiguinhos.”

“Que ridículo... num país onde grassa a impunidade em todos os níveis, mesmo quanto aos crimes mais hediondos contra os humanos, os nossos digníssimos representantes se preocuparem com esse tipo de problema. Não que eu seja a favor de que sejam perpetrados crimes contra animais, isso é um outro problema, porém convenhamos... temos outros problemas mais graves a resolver primeiro...”

No livro “O Caçador de Pipas” , certo personagem vem e diz: Só existe um crime que é roubar, todos os outros são variações desse primeiro e único, e passa explicar com exemplos, matar é roubar (quando não se mata para roubar) o tempo que pertence a outro, e assim por diante.

Na verdade, o autor quis dizer uma só coisa; em matéria de mandamentos morais não pode haver hierarquia entre eles, somente entre os amorais.

Kant disse: “Duas coisas enchem o espírito de uma admiração e de uma veneração sempre novas e sempre crescentes, na medida da freqüência e da perseverança com a qual a reflexão a elas se apega: o céu estrelado acima de mim e a lei moral em mim.”

Um homem amoral é uma criatura imperfeita, eu mesmo não posso crer na existência de uma simples espécie, mas infelizes aqueles que vivem com a moral alheia, que remetem à outros a responsabilidade pelos seus atos e os imorais.

Matar é errado?

Shakleton, em sua expedição à Antártica (1908 ao pólo magnético sul), mandou em dado momento que sacrificassem todos os cachorros (levados para puxar trenós) para que os expedicionários tivessem mais alimentos além do que seria poupado para alimentar os animais.

O desenrolar dos eventos provou ter sido uma atitude necessária.

O indivíduo adulto é guiado por valores morais, “matar é errado”, aprendemos desde cedo. Por menos que se pareça um pedaço de bife a um boi morto é inevitável não pensar na morte do ser que dá o alimento.

É necessário o consumo de carne?

“ O corpo humano não necessita de proteína animal para atender suas necessidades nutricionais.”

Isto acima se tornou uma verdade um tanto inconveniente para o agronegócio, já que o consumo de carne pode ser uma questão de vício.




“Todos sabemos que a carne faz mal à saúde. Todos sabemos que a pecuária e os pastos destroem o meio-ambiente. Mas o motivo que me faz radicalmente vegetariano é a impossibilidade de aceitar que se mate um animal para comer.”
Cláudio Cavalcanti



Neste ponto, eu emendo meu texto com o excelente de Charles Eisenstein - The Ethics of Eating Meat: A Radical View – que traduzo abaixo.
O original em inglês ou espanhol pode ser obtido diretamente no site: http://www.westonaprice.org/healthissues/ethicsmeat.html



A ÉTICA NO COMER CARNE - UMA VISÃO RADICAL


Por Charles Eisenstein

Muitos vegetarianos que conheço não são primariamente motivados pela nutrição. Apesar deles argüirem dos benefícios da dieta vegetariana para a saúde, muitos vêem boa saúde como a recompensa para a pureza e virtude da dieta vegetariana – desde dos idealistas no colégio aos ativistas ambientais, aos aderentes das tradições espirituais orientais, como o Budismo e Ioga – é o moral ou o caso ético que prevalece em o não comer carne.


Enunciado com grande autoridade por pessoas espiritualmente iluminadas como Mahatma Gandhi, ou por guerreiros pró-ambiente como Francês Moore Lappe, o componente moral contra o comer carne parece à primeira vista ser sobrepotente. Como um comedor de carne que cuida profundamente de viver harmoniosamente com o meio ambiente, e como uma pessoa honesta que tenta eliminar a hipocrisia como meu meio de vida, eu me sinto compelido a tomar esses argumentos seriamente.


Um argumentação típica se parece com o seguinte: Para alimentar a sociedade moderna em seu enorme apetite por carne, os animais suportam um sofrimento inimaginável em condições de extrema imundície, superlotação e confinamento. Frangos são colocados em 20 por gaiola, os bezerros entre paredes de concreto em espaço tão estreito que não lhes permite nunca dar a volta.

O Argumento a Favor do Ambiente


A crueldade é espantosa, mas não menos que os efeitos ambientais. Os animais são alimentados com 5 a 15 kg de proteínas vegetais para cada Kg de carne produzida, uma prática desmedida em um mundo onde tantos vivem famintos. Enquanto um sexto de acre de terreno pode alimentar um vegetariano por um ano, mais de três acres são necessários para prover os grãos necessários para criar a quantidade anual necessária de carne para um carnívoro mediano.


Muito freqüentemente esse espaço é tomado das florestas.


O consumo de água é outro fator de espanto, 20.000 litros por 1 kg de bife, cem vezes mais do que o necessário para a produção de 1 kg de trigo. Combustíveis fósseis são outros insumos nocivos ao ambiente na produção da carne. E não podemos esquecer os resíduos de antibióticos e hormônios sintéticos cada vez mais presentes em nossa água potável, além, claro, do esterco de onde aparecem esses resíduos.
Mesmo sem considerar a questão do tirar a vida (tratarei do assunto adiante), os fatos acima por si só deixam claro que é imoral a conivência e incentivo a esse sistema, comendo carne.

Fabrica ou Fazenda?


Eu não contestarei nenhum dos dados estatísticos acima, exceto para dizer que eles somente descrevem a industria da carne tal qual ela existe hoje. Eles são argumentos poderosos contra a industria da carne, não o consumir carne. De fato, existem outros meios de criar animais para o consumo, maneiras que fazem com que a criação constitua um patrimônio do ambiente ao invés de sua depredação, em que os animais não convivam com tanto sofrimento. Considere, por exemplo, uma fazenda tradicional que combine uma variedade de culturas, pastagens e hortos florestais.


Aqui, esterco deixa de ser poluente para se tornar uma valiosa contribuição à fertilidade do solo. Ao invés de tirar os grãos dos desnutridos, animais de pastagens produzem alimento em terras impróprias para o cultivo.


Quando os animais são usados para o trabalho ou para comer insetos eles reduzem o uso de combustíveis e a tentação do uso de pesticidas. Também, animais soltos requerem muito menos água para assepsia.


Uma fazenda não é apenas uma unidade produtiva mas um sistema ecológico e animais desempenham uma função benéfica. Os ciclos e relações entre os plantios, árvores, insetos, esterco, pássaros, solo, água e pessoas residentes na fazenda formam uma intricada rede “orgânica” em seu sentido original, de uma beleza ímpar, nada comparado com uma fábrica de carne com 5.000 animais apinhados entre paredes de concreto.


Qualquer ambiente natural é lar de plantas e animais, e parece razoável que uma agricultura que procure estar o mais próximo possível da natureza para que ela incorpore ambos. De fato, uma fazenda puramente de horticultura, animais selvagens podem representar um grande problema, e medidas artificiais podem ser necessárias para mantê-los à distancia. Fileiras de alface e cenouras podem ser um irresistível buffet para coelhos, por exemplo, que podem dizimar plantações inteiras da noite para o dia.


Hortigranjeiros devem se fiar em cercas elétricas, armadilhas, e mais do que pessoas possam imaginar, armas para proteger suas culturas. Se o agricultor evita a morte dos animais, cultivar vegetais à uma margem rentável requer manter o terreno em um estado altamente artificial, apartado da natureza.

Sim, alguém pode dizer, mas as fazendas idílicas do passado são insuficientes para atender a alta demanda de nossa sociedade viciada em carne. Mesmo que você coma somente carne oriunda de processamento orgânico, você não está sendo moral a menos que seu nível de consumo seja consistente com todos os outros seis bilhões de pessoas compartilhando sua dieta.


Produção e Produtividade


Tal argumentação repousa na hipótese de que nossa atual indústria de carne procura maximizar a produção. Na verdade ela procura maximizar o lucro, o que significa maximizar não a produção e sim a produtividade – unidades por dólar.


Em termos de dinheiro é mais eficiente ter mil cabeças de gado em uma manjedoura de alta densidade, comendo milho oriundo de uma monocultura quimicamente dependente em fazenda de 5.000 acres do que ter 50 cabeças por 250 acres de pasto em propriedades familiares.


É mais eficiente em termos de dinheiro, e provavelmente mais eficiente em termos de trabalho humano também. Menos fazendeiros são necessários e para uma sociedade com cada vez menos presença no campo, isto é considerado uma coisa boa. Mas em termos de carne por acre (ou por unidade de água, combustíveis fosseis ou outro capital natural) não é mais eficiente.


Em um mundo ideal, talvez, poderia haver carne para todos, mas ela teria que ser bem mais cara. Isto é realmente o que deveria ser. Sociedades tradicionais sempre entenderam que carne é um alimento especial; elas a reverenciam como um dos mais valiosos presentes da natureza.




Por extensão, como nossa sociedade traduz, maior valor maior o preço, carne deveria ser cara.
Os preços praticados pela carne ( e outros alimentos) são extraordinariamente baixos relativamente ao total dos gastos do consumidor, tanto por séries históricas como em comparação à outros países. Preços ridículos para os alimentos empobrece os fazendeiros, degrada o alimento em si, e faz com que menos “eficientes” modos de produção se tornem antieconômicos. Se o alimento, carne em particular, fosse mais cara talvez não houvesse tantos fatores de desperdício ao avaliar sua sustentabilidade.


O Imperativo Moral


Até agora tenho tratado das cruéis condições e sustentabilidade ambiental, motivações morais importantes para o vegetarianismo, sem dúvida. Mas o vegetarianismo existe desde antes dos tempos das fazendas indústrias, e foi inspirado pela simples, primária convicção de que matar é errado. É incontroverso o repúdio que causa a retirada de vida desnecessariamente; é sangrento, brutal e bárbaro.


Claro que as plantas são seres vivos também, e a maioria das dietas vegetarianas envolvem a morte de plantas. Muitas pessoas não aceitam que matar animais e plantas seja a mesma coisa, e poucos sustentariam que a forma de vida animal não é a mais organizada, com mais capacidade de sentir e de sofrer. Compaixão emerge mais prontamente aos animais que gritam de medo e de dor, apesar de pessoalmente, eu sentir pelas ervas quando as arranco pela raiz em meu jardim.
Entretanto, o argumento “plantas também vivem” é impotente para abalar o impulso moral por traz do vegetarianismo.


Devemos também notar que as culturas mecanizadas envolvem a morte massiva de organismos presentes no solo, insetos, roedores e pássaros. De novo, isto não impressiona a motivação vegetariana porque este matar é incidental e em princípio pode ser minimizado. O solo ou a Terra pode, pelo que sabemos, ser um ser sensível, e seguramente um sistema agrícola, mesmo que seja totalmente orientado ao cultivo de plantas mas que envolve a morte do solo, de rios e da terra é tão moralmente repreensível quanto um sistema orientado para produção de carne, mas de novo não atinge o cerne da questão:


Não é errado matar um ser sensível desnecessariamente?

Alguém ainda poderia questionar quando matar é realmente necessário. Apesar do aspecto nutricional parecer favorável ao vegetarianismo, uma significativa parcela de pesquisadores questionam veementemente seus benefícios para a saúde. Uma avaliação apurada neste debate foge ao escopo desse artigo, mas após anos de experimento próprio, estou convencido que a carne me parece “necessária” no tocante à saúde, força e energia. Então minha boa saúde pesa mais que o direito de viver de outro ser? Esta questão nos devolve à questão central sobre o matar. É tempo de abandonar certas suposições e enfrentar o assunto diretamente.

A Questão Central


Comecemos com uma questão provocadora: “Exatamente, qual é o mal em matar?” e por extensão, “O que tem de ruim em morrer?”

É impossível analisar as implicações do comer carne sem pensar sobre o significado da vida e da morte. De outra maneira se estará no perigo da prática da hipocrisia, proveniente da separação do fato morte por detrás de cada ´pedaço de carne que comemos

A distância física e social do matadouro de nossa mesa de jantar nos isola do medo e sofrimento dos animais quando eles são levados ao abate, tornando o animal num simples “naco de bife”. Tal distancia é um luxo que nossos ancestrais não tiveram: nas antigas sociedades rurais e caçadoras, matar era uma experiência pessoal, sendo impossível, portanto, ignorar o fato de que recentemente havia ali um animal vivo.

Nosso isolamento da morte como um fato se estende muito além da industria alimentícia.
O acumular de riquezas mundanas – dinheiro, status, especialização, reputação – ignoramos a verdade de que tudo é passageiro, e portanto, no final, sem valor algum. “Você não pode levar isso com você”, diz o ditado, ainda que no sistema de consumo, com base no ter, é dependente da falsa impressão de que se pode, e que essas coisas tenham um valor real. Freqüentemente somente com “um quase morte” é que a pessoa se toca no que é verdadeiramente importante. A realidade da morte é que revela a futilidade de valores e metas convencionadas pela sociedade moderna, tanto coletiva quanto individualmente.

Não é de se admirar, então, que nossa sociedade, sem precedentes em sua riqueza, tenha também desenvolvido um medo também sem precedentes em relação à morte. Tanto a nível pessoal quanto institucional, o prolongamento e segurança de vida se tornaram mais importante de como se vive a vida.

Isto se mostra mais óbvio em nosso sistema médico, claro, em que a morte é vista como o máximo dos “prejuízos”, em que mesmo uma agonia prolongada é preferível a ela. Eu vejo o mesmo tipo de pensamento em certos estudantes, que preferem uma “agonia prolongada” em estudar matérias que odeiam, no intuito de conseguir um emprego de que não gostam realmente, para se ter uma certa “segurança” financeira.

Eles tem medo de viver corretamente, medo de exercer seu direito de ter nascido, que é trabalhar em uma função prazerosa e excitante. O mesmo medo se estende por baixo de nossa obsessão lunática por “segurança”, como sociedade. O programa americano em sua totalidade é para se isolar o que for possível da morte para se obter “segurança”. Ele alimenta o ego tentando fazer permanente o que nunca poderá ser.

O Dualismo Moderno


Indo fundo, a raiz desse medo, eu acho, repousa em nossa separação dualística do corpo e alma, espírito e matéria, homem e natureza. O legado científico de Newton e Descartes sustenta que somos finitos, seres separados; que a vida e seus eventos são acidentais; que se pode explicar os processos da vida em termos de leis objetivas aplicadas ao inanimado, partes elementares; e portanto o significado e Deus uma projeção de nossas ilusões. Se tudo o que existe é matéria, e a vida não tem nenhum propósito real, então, claro, a morte é a calamidade máxima.

Curiosamente, o legado religioso de Newton e Descartes não é assim tão diferente. Quando a religião se abdica de explicar de “como o mundo funciona” – da cosmologia à física, se afastou do reino do “não-mundano”. O espírito se tornou o oposto da matéria, alguma coisa elevada e dela separada. Não interessa muito o que você faz no mundo material, não tem a mínima importância, desde que sua “alma” (imaterial) esteja salva. Na visão dualística da espiritualidade, viver corretamente como um ser de carne e osso, no mundo material, se tornou menos importante. A vida humana se tornou uma incursão temporária, uma distração inconseqüente da vida eterna do espírito.

Outras culturas, mais antigas e inteligentes, não viram dessa forma. Elas acreditavam em um mundo sagrado, de matéria imbuída de espírito. Animismo, como a chamamos, a crença de que todas as coisas possuem alma. Mesmo essa definição delata nossas presunções dualísticas. Talvez uma melhor definição seria de que todas as coisas são alma. Se todas as coisas são alma, então a vida na carne, no mundo material, é sagrada. Essas culturas também acreditavam em destino, da futilidade de tentar viver além de seu tempo.


Viver corretamente no tempo que te é dado vira uma questão de fundamental importância, e a vida uma jornada sagrada.

Quando a morte, ao invés da vida vivida erroneamente é a maior calamidade, é fácil perceber porque uma pessoa ética escolheria o vegetarianismo. Privar uma criatura da vida é o maior dos crimes, especialmente dentro do contexto de uma sociedade que valoriza mais a segurança que o bem-estar e o seguro mais que o risco inerente à criatividade.
Quando o resultado é a desilusão, tudo que sobra é o ego – a representação interna do eu em relação ao do não eu. A morte nunca é natural, parte de uma harmonia maior, de um propósito maior, de um projeto divino, porque não há um projeto divino; o universo é impessoal e desprovido de alma.

A Ciência Obsoleta

Afortunadamente, a ciência de Newton e Descartes está obsoleta. Seus pilares de reducionismo e objetividade se encontram fragmentados sob o peso das descobertas do século 20 na termodinâmica, mecânica quântica e sistemas não lineares, nas quais a ordem emerge do caos, a simplicidade da complexidade, e a beleza de lugar algum e de todos ao mesmo tempo; onde tudo está conectado; e onde alguma coisa sobre o todo que não pode ser perfeitamente entendido em termos de suas partes.

Esteje avisado que meus pontos não são aceitos pela maioria dos cientistas, porém acredito que muito na ciência moderna aponta para um mundo provido de alma, onde a consciência, ordem e propósito cósmico estão escritos no tecido da realidade. Na visão holística e animística a questão não é se existe matança, mas sim se está correto e harmônico o alimento que se toma. A vaca é uma alma, assim como é a terra e o ecosistema e o planeta. A vaca levou a vida que ela tinha o direito de levar? Foi bem ou mal criada (de acordo com meu entendimento)? Unindo a intuição com o conhecimento dos fatos, eu pergunto quando comer essa comida contribui para o desenvolvimento do projeto divino que acho existir.

O Projeto Divino

Há um tempo para viver e outro para morrer. Esta é a natureza. Se voce pensa sobre isso descobre que o sofrimento prolongado é raro na natureza. Nossa industria da carne lucra do sofrimento prolongado dos animais, das pessoas e da Terra, mas este não é o que tem que ser.

Quando uma vaca vive uma vida que uma vaca tem o direito de viver, quando a sua vida e morte estão consistentes com um mundo belo, então para mim não existe um dilema ético em matar essa vaca para comer. Claro que existe sofrimento e medo quando ela é levada para o matadouro e isto me deixa triste. Tem muita tristeza na vida, mas também existe a alegria que não é dependente em evitar o sofrimento e maximizar o prazer, mas no viver de maneira correta e bem.

Seria hipocrisia aplicar isto a uma vaca e não a mim. Para viver com integridade como um matador de animais e plantas, é necessário para mim em minha própria vida viver corretamente e bem, mesmo e especialmente quando tais decisões parecem comprometer meu conforto, segurança, razão e interesse próprio, mesmo ainda se viver corretamente representar risco de vida. Não apenas para animais, mas para mim também , há um tempo para viver e outro para morrer. È o que digo: O que é bom o bastante para uma criatura viva é bastante para mim.


Comer carne não necessita ser qualquer espécie de arrogante “ismo”, mas consistente com a cândida submissão às marés da vida e da morte.

Quando vivemos corretamente, decisão por decisão, o coração canta mesmo quando a racionalidade da mente discorda e o ego protesta. Ademais, a sabedoria humana é limitada. A despeito de nossas maquinações, somos incapazes de evitar o sofrimento, a perda e a morte.


Para os animais, plantas como para humanos, há mais para viver do que para não morrer.


Sobre o Autor
Charles Eisenstein vive na Pennsylvania. Ele ensina na Penn State e é autor do livro, The Yoga of Eating, publicado pela New Trends Publishing, site http://www.newtrendspublishing.com/YOGA/.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

IMAGENS


Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos.... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Acabei de ler o texto do Nildson sobre preconceito e a geração do século XXI. E, coincidentemente, recebi há pouco a mensagem que reproduzo a seguir. Tudo a ver. Regredimos. Muito.

.....Infelizmente, a educação e o respeito cederam lugar à permissividade, ao preconceito. O "ser" não é mais tão importante quanto o "ter". A sociedade regrediu, sob muitos aspectos.
Aurora


Hoje, apenas transcrevo, “uma imagem vale por mil palavras”

quinta-feira, 30 de julho de 2009

SEIS POR MEIA-DUZIA

João, coincidência ou não, do PMDB e prefeito de Salvador, descobriu uma variante do abrir buracos durante o dia para fechá-los à noite.

Os governos de regiões desenvolvidas tomam este tipo de medida, em tempos de crise, para criar empregos onde a infra-estrutura urbana está pronta e mão de obra e dinheiro sobrando.

Claro que não é o caso da capital da Bahia.

Nessa cidade, o que não falta é buraco, abertos de longa data. Contudo, o exemplo pode servir aos europeus que por aqui passam, como forma de estimular a economia deles e a gente também exportar descaramento.

Passemos a descrever a invenção:

Retira-se as guias em perfeito estado, recém-pintadas, de uma grande avenida, de preferência em horário de grande movimento para obter bastante notoriedade a custo dos transtornos aos motoristas.

Em seguida, coloca-se novas guias, idênticas, aproveitando parte do buraco deixado pelas anteriores.



E assim concluida mais uma obra inútil.


segunda-feira, 27 de julho de 2009

ARATICUM




O articum, como minha mãe a chamava , é uma fruta do cerrado. Parece uma pinha de tamanho avantajado, só que uma coloração amarelada e de um cheiro maravilhoso. Deliciosa.


Uma vez, quando eu tinha cerca de 13 ou 14 anos, minha mãe pediu-me que eu a comprasse numa na feira que acontecia a poucos metros de onde nos morávamos – nos arredores da Praça da Estação em Belo Horizonte.


Fui lá. Andei por entre as barracas da feira com alguns trocados no bolso, andei e andei até que me detive em uma das barracas que estava repleta dessa fruta e pedi por uma delas.
O vendedor, diante de meu interesse me ofereceu uma, madura, que exalava um cheiro estonteante de bom, a casca da se soltava de tão pronta para o consumo, maravilhosa, e a estendeu em minha direção.
Eu recusei.

Ao contrário, me interessei por outra que parecia ser um melhor negócio. Escolhi uma outra que estava mais firme, menos “desmanchante”, mais bonita e valiosa aos meus olhos.


Eu me achava muito esperto e achei que estava me esquivando de ser enganado por um comerciante inescrupuloso, e acabei levando para casa uma fruta totalmente imprópria para o consumo.
Lembro-me, ainda hoje, do olhar decepcionado do comerciante, mas ele não procurou me convencer de não levar a fruta ruim em detrimento da maravilhosa que tinha me oferecido.
Ele aquiesceu, pegou meu dinheiro, e tratou de seguir tocando seu comércio.
Ele tinha feito a sua parte.


Não sei se hoje faria diferente.


Minha mãe, lógico, ralhou comigo por ter levado para casa um produto tão miserável, completamente fora do que ela sonhava, ou esperava (ela adora articum), mas o evento por ser tão marcante em minha vida me trouxe muita sabedoria.
Não só no concernente à escolha de uma fruta, mas aprender a reconhecer um anjo quando tiver a graça de me deparar com um.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

2001


Há cerca de 14 anos, surgiu na Starnet uma polêmica sobre o significado da cena dos macacos e do osso (que vira uma espaçonave) no filme 2001 Uma Odisséia No Espaço, clássico de Stanley Kubrick. Quem não se lembra daquela cena intrigante?

Destarte sua pouca idade, o enredo do filme é tão bom quanto qualquer história mitológica ou bíblica em desenterrar arquétipos que se mostram como marcos no mapa da evolução antes presos em nosso subconsciente.

Um evento externo em determinado momento, o aparecimento do monolito no filme, desencadeia uma série de eventos, porém o mistério contido nele permanece ao longo de toda a trama.
O evento catalisador se equipara, na bíblia, à expulsão de Adão e Eva do paraíso, e ao casamento de Pakriti e Purusam no Bhagavad-gita, apenas para citar o texto religioso Védico mais conhecido e o mais freqüentemente traduzido.
Obviamente, o homem como único animal pensante, tenta dar significado à sua existência, consciente de sua superioridade aparente, mas esbarra sempre no incompreensível e o que vem a seguir é a conseqüência da falta de aceitação de suas limitações.

Paralelamente, correndo por fora, aparece a ciência, que através de gerações, o homem vem construindo a compreensão em que pese somente a racionalidade e a lógica. A ciência parece, no decorrer dos tempos, a ocupar o espaço do misticismo sem a existência de um confronto direto, exemplo, embora não negando a cronologia inserida nas escrituras de Adão à Cristo, sugere que Adão pode ter realmente existido, mas de forma alguma foi o primeiro homem e muito menos cearense.

Quando Galileu negou a existência de algum céu no qual estariam pregadas as estrelas, aquilo foi um choque aos poucos que lhe deram algum crédito. Para outros, no entanto, preferiu continuar no conforto psicológico das velhas crenças, assim a Terra continuou chata, ainda, por um longo período para a maioria esmagadora da população em que a informação e a compreensão não alcançavam.

Muita coisa mudou de Galileu para cá. A informação, hoje, é muito mais veloz, mas a população pouco informada também cresceu de forma estonteante e ainda representa a grande maioria. Tem-se, ainda, o agravante que o mundo ficou dividido em épocas e cativo de comportamentos que se solidificam a cada geração, comportamentos esses, muitas vezes contrários aos cientificamente e logicamente corretos com a previsão catastrófica de seus efeitos.

A Paleontologia, por exemplo, sugere que muito provavelmente, todos nós, seres viventes, somos provenientes de uma única célula que brotou na Terra bilhões de anos atrás, podendo ser coincidente com a própria idade do planeta, ou seja, a Terra já teria nascido com a semente da vida.

No entanto, a crença vigente é que os homens foram jogados à Terra.

A crença de que o homem foi criado e colocado no planeta foi contestada por Charles Darwin em 1859 em seu trabalho “A Evolução das Espécies” incontestável em suas bases até os dias de hoje, mas mesmo assim ainda prolifera consciente ou inconscientemente, inclusive, entre as camadas mais esclarecidas 150 anos após.

Tal crença traz em si um sentimento destrutivo.

No decorrer da proliferação humana em tempos mais recentes, essa foi ponteada por grande degradação ambiental, parecendo a olhos vistos, similar a uma praga que acomete a um jardim ou uma invasão nefasta de microorganismos em um corpo são, provocando, invariavelmente, perda da auto-estima aos seus seguidores. Grandes atrocidades que reclamam milhares de vidas são muitas vezes desculpáveis por essas pessoas, consciente ou inconscientemente, em prol de controle quantitativo ou mesmo qualitativo da população.

Vimos isso no holocausto, no lançamento das bombas em Hiroshima e Nagasaki, no bombardeio de Dresden entre outras ações destrutivas absolutamente desnecessárias. A lista continua nos tempos atuais e, pior, promete crescer em tempos futuros.

Há somente uma alternativa a esse caminho, a conscientização de que somos uma manifestação do planeta ao invés de uma praga que o acomete, algo que passa próximo à Teoria de Gaia de James Lovelock, algo que mostre que tudo que fazemos contra o ambiente é contra nós mesmos.