segunda-feira, 14 de abril de 2008

TIME




A capa da revista TIME desta semana reflete muito bem o pensamento de Bush sobre a atual crise em que vivem os EUA.
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O indice de preços por atacado nos EUA subiram até três vezes mais que o esperado em março devido ao custo da energia e alimentos.
Em março o “wholesale” subiu 1,1%, o maior incremento desde os 2,6% em novembro que por sua vez o maior em 33 anos. O valor esperado era em torno de 0,4%.
A chamada inflação central em março, que exclui a variação dos preços da energia e alimentos ficou em 0,2%, queda de 0,3 em relação ao preocupante 0,5% de fevereiro
Em doze meses, o índice dos preços por atacado ficou em 6,9% e a inflação central em 2,7%, a maior em dois anos.
A pressão inflacionária ocorre em um momento em que a economia desacelera, muitos chegando a crer já estar em recessão. Isto aumenta o temor de uma estagflação tal qual como ocorrida na década de 70 quando o crescimento parou e a inflação continuou crescendo.
Isto coloca o Fed em cheque. O banco central americano vinha cortando as taxas básicas de juros num esforço para combater a desaceleração. No entanto, a pressão inflacionária pode forçá-lo a parar com os cortes antes que a coisa fique pior.
Em março, o preço da energia subiu 2,9%, o maior salto desde novembro. O preço da gasolina ficou maior em 1,3% enquanto que o gás natural subiu 4,2% e o diesel subiu incríveis 15,3%.
Os analistas preveem que a economia deverá ser atingida por mais pressão da área energética nos próximos meses, refletindo o fato de que o óleo deve ficar acima dos $111 por barril.
Os alimentos subiram 1,2% em março, material de limpeza, 2%, e ração dos pets 1,3%.
A variação do preço ao consumidor, para o mês de março, a ser divulgado na próxima quarta, deverá ficar em torno de 0,3%.

terça-feira, 1 de abril de 2008

TAXA DE INTERESSES



Leio o jornal:

Em recente reunião com a área econômica, o presidente Lula perguntou quais as soluções para evitar pressão nos preços neste ano e, sobretudo, na virada para 2009, fora a elevação dos juros. Além de medidas para desacelerar a concessão de financiamentos, foi proposta a adoção de incentivos à exportação.”

Eu não sei quem eram os presentes na dita reunião. Se o Meirelles estava lá ou não, por exemplo, mas não creio que tenha participado alguém seriamente envolvido nos mistérios das Ciências Econômicas ou mesmo alguém provido de certo raciocínio lógico.

Para começar, o que eles chamaram de “desacelerar a concessão de financiamentos” seria a limitação dos prazos máximos para financiamentos, hoje, no caso de financiamentos de veículos, podem chegar a sete anos, mas continuo lendo:

O setor que mais preocupa é o automotivo. O ministro Miguel Jorge (Indústria e Comércio) deverá anunciar no início do próximo mês (abril) uma política de incentivo às vendas externas e a idéia é que contemple as exportações de veículos, para "compensar" a restrição ao crédito no setor. Um dos pontos mais questionados é o financiamento muito longo, chegando a sete anos. A idéia é reduzir para até três anos.”

Isto de limitar os prazos de financiamentos deve ter provocado um certo tipo de comoção no meio financeiro. Por isso hoje pipocam na imprensa toda a série de desmentidos:

Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) negou que o governo tenha a intenção de adotar medidas para conter a expansão do crédito no país, como a limitação do prazo de pagamento.”

Por que será que houve um retrocesso tão rápido? Resposta a seguir:

Os maiores bancos brasileiros trataram hoje de tranqüilizar o ministro Guido Mantega (Fazenda) sobre a qualidade das operações de crédito no país. Segundo Fábio Barbosa, presidente do ABN Amro Real e da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), não há necessidade de ajustes nas medidas em vigor hoje.”

Como posso imaginar, visto pelo lado dos banqueiros, o Guido Mantega surtou, e logo eles trataram de sedá-lo com doses cavalares de tranqüilizantes.

Mas dentro dos fundamentos da macroeconomia, o surto do Mantega “makes sense”.
Se se quer inibir a demanda nada melhor do que dificultar o crédito, assim, o cidadão impossibilitado de arcar com a elevação das parcelas e do eventual valor da entrada estaria mais propenso a poupar se quisesse realmente adquirir algum bem.

Mas continuando a investigar, se pode descobrir com relativa facilidade a razão de uma reação tão truculenta dos banqueiros à idéia de restrição do crédito.

Em outra reportagem de Sheila D’Amorim da Folha de São Paulo em Brasília, é esboçado o atual perfil do consumidor brasileiro, e como os agentes financeiros estão fazendo para driblar a exorbitância de nossas taxas de juros e o papel do Banco Central, se de médico, se de louco ou de simples transeunte:

“...Quem não está muito confortável com tamanha movimentação (expansão do consumo) é o Banco Central. No papel de segurança da festa, ficou com a responsabilidade de garantir a normalidade e de enquadrar os excessos.”

"No entanto, esses convidados --gente como a empregada doméstica Altiva Fernandes de Souza, 39, o vigia Orliam Oliveira, 38, e a diarista Gorete dos Santos, 43-- pouco respondem ao seu comando.
Empolgados com a possibilidade de entrar numa loja e levar para casa bens há muito tempo desejados e a que eles dificilmente teriam acesso sem "a facilidade do pagamento parcelado", eles não sabem o que é a taxa Selic (referência de juros para economia) e não se preocupam se ela caiu, subiu ou se irá permanecer em 11,25% anuais ao longo de 2008 por causa "da confusão nos Estados Unidos."

“Também não sabem que os alertas conservadores da ata do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) fizeram os juros futuros (projetados para março do ano que vem) subirem 0,5 ponto percentual. Como, na prática, são essas taxas que impactam o custo dos empréstimos concedidos pelos bancos, pelas financeiras e pelo varejo no curto prazo, essa foi uma das formas escolhidas pelo Banco Central para atingir o público das compras a crédito
.”

Necessário que se abra um parênteses aqui. A simples menção em reajustar a taxa básica já provocou uma alta nas taxas dos contratos de juros futuros como bem documentado neste outro excerto de reportagem de 13/03/2008:

Os contratos de juros futuros apresentam forte valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O movimento de alta foi impulsionado pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou que o colegiado já cogitou a possibilidade de elevar a taxa Selic na reunião da semana passada. Além disso, a forte deterioração do cenário externo contribui para o aumento nos prêmios de risco.”

O que qualquer pesquisa pode revelar e eu de fato duvido que o Bacen não saiba disto, é que o pobre povo brasileiro não se importa em ser saqueado. Isto acontece porque nunca antes teriam experimentado uma economia estável com taxas de juros normais. A continuação da reportagem confirma a tese:

A matemática desses consumidores é bem simples. "Na verdade, a gente olha o valor do bem no Ponto Frio, nas Casas Bahia e em outras lojas e faz a comparação para ver quem oferece mais vantagem, a melhor prestação", diz Altiva Fernandes de Souza. "Não compro em qualquer lugar. Olho a qualidade, o preço à vista e quanto fica a parcela no cartão. Faço, no máximo, em dez vezes", diz Gorete dos Santos.
Para essa população, juros são calculados em reais, equivalem à diferença entre o total das parcelas que serão pagas e o preço à vista da mercadoria e são toleráveis desde que, no final das contas, o valor desembolsado não ultrapasse o dobro do preço à vista. A regra, no entanto, é flexível e pode não ser aplicada a bens mais caros como geladeiras ou aquele sofá dos sonhos.
De acordo com dados obtidos em instituições de crédito para baixa renda, mais de 70% dessas pessoas concordam com Altiva e Gorete. O que conta na hora de fazer o crediário é o valor e a quantidade de parcelas. Menos de 10% dizem se incomodar com o percentual de taxa de juros
.”

Qualquer um que saiba contar de um a dez sabe que se colocam 10 jogadores em campo com somente um único sabendo que, para ganhar é necessário chutar para o gol, também sabe que não vai haver jogo.

Assim o Banco Central sabe que o aumento da Selic não vai conter a demanda em nenhuma hipótese, e pior, pode ter o efeito inverso.

Isto porque a classe mais esclarecida ao analisar a tendência, poderá concluir que é melhor comprar agora, antes que a coisa fique mais difícil.


Um boom no consumo representará o chamusco de pólvora na cara destes economistas de araque.

Enquanto isso, o crédito, tal qual erva daninha, vem se expandindo e conquistando mais espaço, como se depreende na continuação da reportagem:

Como é um mercado novo, em que os próprios bancos estão aprendendo a trabalhar, é difícil obter estatísticas exatas. Quem as tem guarda a sete chaves porque elas são consideradas informações estratégicas num mercado intensamente disputado.
"Há um grande mercado a explorar. As classes de maior renda já estão bem assistidas. É preciso desenvolver produtos de crédito para baixa renda", afirma Gilberto Salomão, diretor-geral do Lemon Bank, instituição lançada em 2002 voltada para pessoas com menor renda familiar.”

Por outro lado, já é visível a deterioração do comércio exterior como estampam as manchetes atuais, em que a alta taxa de juros só faz agravar pela valorização da moeda nacional:

“A balança comercial brasileira apresentou no mês passado um saldo positivo de US$ 1,012 bilhão, uma queda 69,4% em relação ao registrado em março de 2007. Mais uma vez, as importações tiveram um crescimento muito acima das exportações, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento.”

A taxa de juros, hoje no Brasil, em termos absolutos, é a mais alta do globo. Em termos relativos é ainda maior, surpreendentemente gigantesca, para um país estável. Vem atraindo vultosos investimentos estrangeiros na caça de altos ganhos a baixo risco. O que faz o Bacen mantê-la é um verdadeiro mistério. Não existem estudos precedentes que a avalizem, nenhum empirismo que as suporte e nenhum interesse em conexão com o interesse comum ou da nação.

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Abertura dos Portos (ou das pernas)


Manchetes do dia

“As ações de empresas ligadas à exportação de commodities voltaram a operar em terreno negativo nesta quinta-feira, e carregam consigo a Bovespa.”

Ou

“A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) abriu nesta quinta-feira em baixa, ainda refletindo o mau humor de ontem causado pela queda generalizada dos preços das commodities metálicas e agrícolas --em especial do petróleo e do minério de ferro.”

E ainda

“Assustados com os problemas no sistema financeiro americano, os investidores estrangeiros tiraram R$ 2,109 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo”

Embora a moeda estrangeira tenha tido uma pequena recuperação com o vôo de dois bilhões de dólares, a situação do setor exportador nacional se complica de vez. O que fazemos agora, no final das contas, é tomar dinheiro a 11,25% e emprestar a 2,25%, com o prejuízo sendo pago com nossas riquezas, um dos piores negócios desde 1703.

Sob o título sugestivo “ A Penetração Britânica no Brasil” achei a matéria abaixo como resultado da minha busca dos piores negócios até hoje envolvendo o nome tupiniquim:

O mais importante tratado, pelo seu caráter lesivo a Portugal, foi o de Methuen, assinado em 1703, em pleno início da mineração no Brasil. O tratado possuía apenas dois artigos:


Artigo 1º. Sua Sagrada Majestade El Rei de Portugal promete, tanto em seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, admitir para sempre de aqui em diante, no Reino de Portugal, os panos de lã e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo em que foram proibidas pelas leis, não obstante qualquer condição em contrário.


Artigo 2º. E estipulado que Sua Sagrada e Real Majestade Britânica, em Seu Próprio Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã Bretanha os vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja paz ou guerra entre os Reinos de Inglaterra e de França) não se poderá exigir direitos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro título direta ou indiretamente, ou sejam transportados para Inglaterra em pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo terça parte do direito de costume.


Continua a matéria

“Tratado de Methuen estipulou, em síntese, a compra do vinho português em troca de tecidos ingleses. Esse acordo bastante simples foi, entretanto, altamente nocivo para Portugal porque, em primeiro lugar, importava-se mais tecido do que se exportava vinho, tanto em termos de quantidade como em valor;

em segundo, as manufaturas portuguesas foram eliminadas pela concorrência inglesa.

Por último, dado o desequilíbrio do comércio com a Inglaterra, a diferença foi paga pelo ouro brasileiro.

Desse modo, o Tratado de Methuen abriu um importante canal para a transferência da riqueza produzida no Brasil para a Inglaterra.”

Cerca de cem anos mais tarde, a coisa ao invés de melhorar foi piorando, quando chegamos por volta de 1810, época da abertura dos portos:

“Com tempo, a dependência de Portugal se aprofundou e essa foi a razão por que D. João finalmente se submeteu às exigências inglesas e se transferiu para o Brasil.

Em 1810, quando a Corte já se encontrava no Rio de Janeiro, a Inglaterra fez D. João assinar três tratados que a favorecia.

Um deles era o de Amizade e Aliança o outro de Comércio e Navegação e um último que veio regulamentar as relações postais entre os dois reinos.

Do conjunto dos dispositivos, destacavam­-se alguns artigos que feriam frontalmente os interesses econômicos de Portugal e do Brasil, além da humilhação política que outros itens impuseram à soberania lusitana.”

“Outro aspecto escandaloso dos tratados foi o direito assegurado à Inglaterra de colocar suas mercadorias no Brasil mediante a taxa de 15% ad valorem, enquanto os produtos portugueses pagavam 16%, isto é, 1 % a mais que os ingleses!

Os demais países estavam submetidos à taxação de 24% em nossas alfândegas.”

A abertura dos portos alterou profundamente os hábitos de consumo no Brasil, com a chegada de grande quantidade de mercadorias, sobretudo de origem inglesa.

Um viajante inglês, John Mawe, assim descreveu o Rio dessa época:


"O mercado ficou inteiramente abarrotado; tão grande e inesperado foi o fluxo de manufaturas inglesas no Rio, logo em seguida à chegada do Príncipe Regente, que os aluguéis das casas para armazená-las elevaram-se vertiginosamente. A baía estava coalhada de navios, e em breve a alfândega transbordou com o volume das mercadorias. Montes de ferragens e pregos, peixe salgado, montanhas de queijos, chapéus, caixas de vidro, cerâmica, cordoalha, cerveja engarrafada em barris, tintas, gomas, resinas, alcatrão etc., achavam se expostos não somente ao sol e á chuva, mas à depredação geral; (...) espartilhos, caixões mortuários, selas e mesmo patins para gelo abarrotavam o mercado, no qual não pode­riam ser vendidos e para o qual nunca deveriam ter sido enviados."

Como diz aquela canção, nada mudou.

Se eu tivesse o talento do desenho, eu faria a seguinte charge:

Um grande navio com a bandeira americana afundando, já se encontrando semi submerso como o Titanic. Uma pequena embarcação com a bandeira do Brasil nas proximidades recolhe grande quantidade de náufragos, cada um com seu cofrinho. Já pra lá de super-lotada, na verdade, começando adernar, o capitão Meireles manda o imediato Luis a jogar alguns tripulantes nacionais na água para abrir mais espaço....

terça-feira, 18 de março de 2008

A Nau dos Tolos


Considero a marca recorde do IBOVESPA um marco insólito.

Não que seja inexplicável.

No Titanic, quando este começou a afundar todos correram para a popa, mas acabaram afundando também, só que por último.

O sistema econômico mundial, a exemplo do Titanic, mostra sinais de que está fazendo água pela proa com a ameaça de estagflação da economia americana e inflação na China. Os investidores correm para as commodities no mercado futuro (dentre elas o petróleo) e para nichos de certa estabilidade, como se verifica hoje no Brasil, para salvaguarda de seus papeis.

O petróleo está a apenas US $ 99,99. Isto não quer dizer que esteja barato e que a desvalorização do dolar tenha provocado um aumento da demanda, como incrivelmente chegou a noticiar a Folha On Line em 27.02.2008.

Mesmo com toda a inflação americana o óleo está caríssimo.

Para a compreensão do que está hoje acontecendo no mundo, recorramos à teorização feita por André Sautou em seu artigo entitulado “The Smart Creature and the Nasty Trick” , publicado em frances em outubro de 2007 por Les Editions de l’Or Noir :


“The exchange mechanisms between the system’s components rest upon the existence of a financial bubble kept under pressure as long as expanding markets allow investors to make profits re-injected into the bubbleWhen the world economic growth reverses into decline, the bubble pressure will vanish, the exchange mechanisms will crumble down and the whole system will collapse”.


Ou seja, os mecanismos de troca entre os componentes do sistema têm como base a existência de uma bolha financeira mantida sob pressão ao tempo em que os mercados em expansão proporcionam lucros aos investidores que os reinjetam na bolha.

Quando ocorrer retração ao invés de crescimento, a pressão desaparecerá, os mecanismos de troca espatifarão e todo o sistema virá abaixo.

Bom lembrar que, como aconteceu no famoso naufrágio, não haverá bote para todos.

Com o oleo se aproximando dos US$ 104 por barril, outro marco é atingido.


É que no início de 1980, com a revolução iraniana, o petróleo atingiu US$ 38 por barril que, em valores atuais, daria alguma coisa entre $93 e $ 104, dependendo do critério utilizado para o cálculo da inflação no período.Com a queda da moeda americana, as commodities se tornaram um refúgio para o capital de grandes fundos de investimento, como opinou Nauman Barakat, do Macquaire Futures, a “trading” do banco de investimento Macquarie.


A tendência da moeda americana é de cair ainda mais com o corte na taxa básica de juros pelo Federal Reserve, esperada por todo o mercado cortes de até 2% ao longo dos próximos meses.Espera-se, ainda que em meados de maio a gasolina nos EUA cheguem a US$ 4 por galão (atualmente em US$ 3,15 + - )US 4 por galão representa aproximadamente R$ 1,78 por litro.


Vejam como é cara a gasolina brasileira.


No rastro de outra informação fantástica divulgada em 27/2 pela Folha, de que o Brasil poderá responder por até 6% da exportação de petróleo no mundo, pode ser que o IBOVESPA inche ainda mais.

Não tenho nada contra os otimistas e sonhadores, mas o trabalho, de autoria creditada ao Professor Adilson de Oliveira não tem consistência histórica.

Há quase dez anos que a Petrobrás “briga” com o campo “gigante” de Roncador, lamina d’água de 1.850 metros e até agora o que consegue retirar é cerca de 80.000 barris diários.

Daí dizer que pelo ano de 2025, o campo de Tupi, com lamina d’água de 3.000 metros produzirá algo como 4 milhões de barris diários é no mínimo assombroso.


Definitivamente inacreditável.


Mais fácil que, a exemplo da P-36, tudo vá para o fundo.

Os americanos mergulham nós corremos o risco de nos afogar em cachaça.


Já faz tempo que economia foi deposta do status de ciência, a não ser da ciência do chute, mas se examinarmos a história, esta dirá que atravessamos um momento peculiar.

Hoje, ao contrário de aproximadamente 25 anos atrás quando o preço do petróleo chegou aos níveis atuais, a nossa dependência do óleo importado era enorme e qualquer desestabilização da economia americana era desastrosa para a nossa.


Hoje a coisa mudou.


O país conseguiu estabilizar a moeda e gera aproximadamente a energia que consome.


Esta imagem de estabilidade vem sendo fortalecida no cenário internacional com o passar dos anos, atraindo o capital externo, que junto com a política de juros elevados, vem desembarcando aos turbilhões. Tanto que chegou a virar nossa posição de devedor para credor.

Ou seja, se antes estávamos como pedintes, hoje estamos quase que nos afogando.

Passamos de um extremo ao outro, em grande parte decorrente do mergulho da economia americana. A impressão que se tem é que alguém esqueceu a torneira aberta ou não tiraram a placa “Vende-se” e, por isso, continuam comprando o mesmo país várias e várias vezes.Economia, ciência ou não, é difícil.

E a vida ensina que quando não sabemos, melhor usar o bom senso, e o bom senso é permanecer longe de limites.
Por incrível que pareça, o Banco Central ainda cogitou, na última reunião do Copom, no aumento da taxa básica de juros.

A justificativa exposta foi que "um ajuste da taxa básica de juros contribuiria para reforçar a ancoragem das expectativas, não apenas para 2008, mas também no médio prazo, e para reduzir o descompasso entre as trajetórias da demanda e oferta agregadas", mas "que, neste momento, o balanço dos riscos para a trajetória prospectiva central da inflação justificaria a manutenção da taxa básica em seu patamar atual".


Neste economês ridículo, o que eles devem ter querido dizer, se é que eles queriam dizer alguma coisa, é que existe maior demanda que oferta(isto é lógico porque estão arrebentando nosso setor produtivo, já que todos os nossos produtos estão sendo substituídos por similares chineses muito mais baratos com a desvalorização cambial), mas que não achavam que a curva real iria se desviar muito da prevista. Enquanto isso o país aparece bem destacado, isolado na primeira colocação, dos juros mais exorbitantes do planeta, o paraíso para a prática da usura.Mas o assunto está longe de ser consenso mesmo dentro do próprio governo, a começar pelo Guido Mantega, declaradamente a favor da redução da taxa de juros. O ministro Miguel Jorge, comentando a ata da última reunião do Copom declarou: "Do ponto de vista do Ministério do Desenvolvimento, nós não corremos o risco de inflação de demanda. Acreditamos que a indústria é capaz de atender a demanda atual, portanto, não há risco de inflação" e continua "Com cenário macroeconômico estável, cenário externo confortável e crescimento sustentável, acho que há um certo exagero nesta colocação [na ata do Copom] dos meus amigos do Banco Central". Também o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) reconheceu que as taxas de juros no país estão elevadas, mas disse que há chances de serem reduzidas.


"Nós temos condições de reduzir as taxas de juros. Estamos caminhando para isso", disse.


Como em ocasiões anteriores, entidades da indústria e do comércio criticaram a decisão. Enquanto a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) defendeu a aprovação da reforma tributária como meio de retomar os cortes, a CNI argumentou que a "queda dos juros é crucial para reverter valorização do real".


Para o comércio, a manutenção da Selic é "inexplicável" e inibe o crescimento.


Talvez nem seja inexplicável como possa parecer, a Força Sindical em sua nota sugere uma explicação:

"Os trabalhadores estão indignados e decepcionados com a decisão do Copom. Os integrantes do Banco Central beijam as mãos dos especuladores e viram as costas para os trabalhadores".


Mas deveria ser diferente?

O Copom justificaria um eventual aumento da taxa de juros para "reduzir o descompasso entre as trajetórias da demanda e oferta agregadas", como está exposto na ata.


Deduz-se, diante do quadro, que o referido "descompasso" diz respeito a demanda maior que a oferta. Ora, todo o mundo sabe que maior pressão de demanda provoca aumento dos preços.


Mas o acerto não necessita ser feito pelo lado da demanda, inibindo-a via aumento da taxa de juros, mas como pode ser feita, também, pelo lado da oferta estimulando a produção via diminuição da taxa de juros.

Uma corrente significativa entre os estudiosos é que o atual patamar praticado pelo Brasil é tão elevado que se encontra em território "neutro" como mecanismo regulador ( a curva é assíntota aos eixos, significando que acima de determinado valor pouco efeito decorre de sua variação, como tambem abaixo de um valor mínimo).

No início de 80 os EUA praticaram uma taxa de juros próximo ao nosso patamar atual, rapidamente os baixaram (creio que não chegou a durar tres anos) , por constatar, creio, seu parco efeito.
Por outro lado, o Brasil vem utilizando altas taxas de juros com o intuito de atrair investimentos estrangeiros. O valor foi fixado na estratosfera, mas devido a instabilidade econômica do país, poucos investidores se predispunham ao risco ( quando sinaliza altas taxas tambem se sinaliza altos riscos).

A situação hoje é outra.

O Brasil tem energia e está estável, sendo assunto nos períodicos internacionais com certa frequencia ultimamente.

Tal situação aliada ás taxas de juros vem turbinando de forma impressionante a entrada de dinheiro estrangeiro no país. Dentro dos fundamentos, a maior oferta da moeda estrangeira tem jogado a taxa de cambio para baixo, valorizando o real.

Se as autoridades econômicas não agirem com o intuito de procurar o novo equilíbrio desejável ( o governo tomou algumas medidas, mas que ainda não chegaram a animar os analistas), o nosso setor produtivo destinado a exportação (exceto commodities) entrará em colapso dentro de alguns meses, seguido pelo setor produtivo interno pela invasão de produtos importados a preços irrisórios.


Os preços da commodities já sofreram reajuste devendo ser estudadas à parte.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

LIMITES




Para tudo existe um limite.
Os limites só aparecem no futuro, quando já é passado, quando já é história, como um simples registro, um rastro, vestígios.

Estão aquém dos nossos poderes sensoriais, não fazem parte do nosso agora, não podem ser sentidos nem vistos a olho nu.
Mas existem.

Sentam-se à mesa do café, a cada manhã, nos fazendo companhia em um mundo paralelo.
O mesmo mundo em outra época.
O mundo nos jornais.
Diversos limites ficam lá registrados, os de outros, os de coisas, mas nunca os nossos.
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De acordo com James Howard Kunstler, e eu estou inclinado a concordar com ele, a implosão da “bolha imobiliária” está amplamente mal-entendida.
Não representa apenas o colapso do mercado de uma espécie de commodity, sim o fim de um sistema urbano, o modo de vida que representa, e de uma inteira economia a ele conectado.
É o craqueamento de um sistema em que os EUA tem investido grande parte de sua riqueza desde 1950.
Parece trágico que os investimentos desastrosos somente se aceleraram à medida que o sistema inteiro vem abaixo, mas parece ser uma lei natural que as ondas só elevam suas cristas quando prestes a quebrar.
É o fim do “american way of life” baseada na indústria automobilística, construção das “highways”, do petróleo farto e barato, que o mundo inteiro se ocupou em copiar.
Agora, paciência.
O pior, continua Kunstler, ao invés de iniciar o duro processo do recomeço para um novo estilo de vida, empreenderemos uma campanha para sustentar o insustentável estilo de vida atual a qualquer custo.
O colunista da Fortune, Stanley Bing, escreveu que Bush foi pedir misericórdia no deserto. Bush falou ao rei que o óleo está muito caro e que está sendo difícil para a economia americana.
Pediu para que a OPEC aumente a produção, fundamentando que se a economia de um grande comprador fosse abalada eles poderiam ter suas vendas diminuídas e também serem afetados de alguma forma.
Uma lógica pueril.
Como Bing disse, é um modelo para atitude de todos nós. Quando algum produto te parecer caro, não compre, simples, e assim tudo se resolve.
Se a despeito da enorme crise de energia que ameaça a se abater pelo mundo, alguém ainda ousa a se aventurar na Bovespa, este mercado insano, pelo menos que evite as grandes energívoras, como as relacionadas com a indústria do alumínio e do aço, transportes aéreos e por aí vai, e boa sorte.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

FLIP-FLOP


"I've never seen such a flip-flop in an environmental treaty context ever."
(Bill Hare, Greenpeace, com referência ao comportamento dos EUA em Bali)

Os americanos quando falam em flip-flop, geralmente estão se referindo às sandálias de dedo do tipo havaianas.

Mas não foi o caso.

O que os americanos fizeram em Bali, ali representados por Paula Dobriansky, foram se manter isolados, não assumindo qualquer compromisso e até obstruindo de certa forma as negociações até que o Secretário-Geral das Nações Unidas disse, antes de se retirar para o Timor-Leste, que a espécie humana poderia desaparecer da face da Terra em função das mudanças climáticas.
Dizem, que Paula Dobriansky, após o fato e um suspiro profundo, declarou: “juntamo-nos a um consenso”.

Armado o circo, no centro do picadeiro EUA chamam Japão e Canadá como aliados, enrolam as negociações para 2008, no Havaí, onde será apresentado o projeto de protocolo para ser aprovado em 2009, em Copenhague, Dinamarca, em substituição ao de Kyoto que perde a validade em 2012.

Na teatral solução, foi reservado à Europa o papel de salvadora do mundo. Falaram Brown, a Merkel e outros líderes de países europeus pedindo gratidão internacional.

Um excelente presente de Natal e Ano Novo.

“Nenhum dos panegiristas mencionou as dezenas de milhões de pessoas pobres que continuam a morrer de doenças e fome cada ano, devido às complexas realidades atuais, como se vivêssemos no melhor dos mundos” , observou Fidel Castro.

O Grupo dos 77, que abrange 132 países que lutam por se desenvolver, tinha conseguido o consenso para demandarem dos países industrializados uma redução dos gases que originam as mudanças climáticas para o ano 2020, de 20 para 40% abaixo do nível atingido em 1990, e de 60 para 70% no ano 2050. Além disso, demandavam a consignação de fundos suficientes para a transferência de tecnologia ao Terceiro Mundo.

No lugar das metas e compromissos, vazio e decepção para os ambientalistas do mundo inteiro.

A desculpa para a manobra americana foi que os países em desenvolvimento tinham que participar no corte de emissões, embora de forma diferenciada, e não pelos desenvolvidos somente, e que Bali deve ser tomado como um “critico primeiro passo” para a realização de um acordo mais amplo.

“Os países em desenvolvimento têm que ter um tratamento diferenciado de acordo com o respectivo tamanho de suas economias e utilização de energia”, disseram, e “qualquer meta em relação ao clima tem que levar em conta o direito legítimo das maiores nações em desenvolvimento de continuar crescendo em bases sustentáveis e com acesso as fontes seguras de energia”, finalizaram.

Com isso, foi retirado do texto o compromisso das nações industrializadas européias de reduzir as emissões em 25-40% pelo ano de 2020.

No lugar, “serão necessários cortes profundos nas emissões globais com vistas ao fim maior” de evitar perigosas alterações climáticas.

Como naquela estória de colocar a vaca dentro de casa e depois tirar a vaca para fora e sentir certa sensação de alívio, os EUA enrolam, e o mundo perde mais dois preciosos anos.

Isto foi o que Bill Hare quis dizer com o flip-flop.

Enquanto isso, exatamente na mesma data, 15 de dezembro, Bush conseguia a aprovação pelo Senado, da verba de 696 bilhões de dólares (quase um PIB brasileiro) para o orçamento militar de 2008, sendo 189 bilhões a serem gastos nas guerras do Afeganistão e Iraque.

Ao contrário de Niemeyer, Bush permanecerá incoerente e inconseqüente até o final.

O governo brasileiro também se furta a imitar o comportamento do gênio da arquitetura, permanecendo incoerente da mesma forma que os americanos.

A posição do Itamaraty era de não aceitar metas internacionais de redução de emissões de gases causadores do aquecimento global para países em desenvolvimento, como já tinha se pronunciado o subsecretário de assuntos políticos do Ministério de Relações Exteriores, Everton Vieira Vargas.

O diplomata tinha rejeitado a proposta do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de fixar em 20% a redução de emissões dos gases-estufa até 2050 pelos países em desenvolvimento.

"É uma visão injusta e míope querer comparar responsabilidades da Índia e da China nas emissões com as dos EUA e da Europa", disse. Ele afirmou que, embora seja um dos maiores poluidores do mundo, a China não aumentou suas emissões considerando o número de habitantes.

Foi com base em posições similares que os EUA conseguiram levar a discussão para o Havaí, e forçar os emergentes a fazerem a sua parte.

A discussão assumiu um aspecto pueril e primitivo, do tipo: se os desenvolvidos conseguiram desenvolvimento as custas do ambiente por que não podemos nós também?

A febre da incoerência atingiu os nossos políticos provavelmente contaminados pelo descaso americano.

No Brasil, poucos estudos têm sido efetuados para que se consiga avaliar a extensão dos danos de um aumento de temperatura teria sobre nossa economia e bem estar.

No entanto, o Programa de Energia Transparente do Instituto Acende Brasil apresentou um estudo datado de outubro/2007 onde mostra claramente a progressiva diminuição da energia armazenada total ao longo dos anos na forma de recursos hídricos ou um esvaziamento gradual do sistema, projetando para outubro de 2011 cerca de 8% a menos de água nos reservatórios das hidrelétricas.

É bom lembrar que as propriedades físico-quimicas da água permanecerão inalteradas. Maior temperatura implica em menos quantidade do elemento no estado sólido e líquido e maior em estado gasoso.

Então, mantida a tendência, ameaças de apagões, como os verificados em 2001, se tornarão mais freqüentes até se tornarem constantes, obrigando a queima de mais gás nas termoelétricas e alimentando ainda mais o aquecimento global, se não forem tomadas medidas de contenção em outras áreas de consumo de combustíveis fósseis.

O pior, no entanto, é o desmatamento das florestas tropicais, chamadas em inglês de “rain forests”.

O país continua desmatando, de certa maneira incentiva a destruição já que permite a exportação de madeira e móveis com isenção de impostos.

A floresta amazônica retém a água necessária para a manutenção do potencial hídrico daquela região, onde o Brasil deposita suas maiores pretensões para a geração de energia elétrica no futuro próximo.


Estudos internacionais ainda mostram que a Amazônia poderá virar lixo se a temperatura média daquela região subir mais que 3 graus centígrados. A água se evaporará depressa demais matando as árvores que, em decomposição, liberarão o metano, gás quatro vezes mais poderoso em armazenar calor que dióxido de carbono. Toda a região pode se transformar em um deserto.

O país continua permitindo as queimadas, colocando-o entre os maiores poluidores mundiais e anulando quase que totalmente os ganhos com o uso dos bio-combustíveis.

Assim, quem sabe, ano que vem no Havaí teremos o evento patrocinado pelas sandálias havaianas.

Havaianas, vocês sabem, todo mundo usa.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A Arca


Excelente a charge de Clayton que saiu publicada em O Povo (CE) em 21-11-2007.


Não resisti em retocá-la.
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Em meio a um cenário internacional conturbado, a queda da CPMF ajuda a jogar a BOVESPA para baixo.
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De acordo com o ex-dirigente do banco central americano, o Federal Reserve, Alan Greenspan, as chances dos EUA entrarem em uma recessão aumentaram sensivelmente.
Greenspan, que esteve no cargo por 18 anos e meio, até o início de 2006, expôs suas considerações sobre a economia em entrevista ao “NPR New’s” na última quinta feira 13/12.

A crise imobiliária e uma Wall Street turbulenta ameaçam a saúde da economia americana. O crescimento no último trimestre de 2007 deverá sofrer uma desaceleração para 1,5% ou menos.
As observações de Greenspan acontecem dias depois que o Federal Reserve, agora sob a direção de Bem Bernanke, cortou a taxa básica de juros em mais 0.25 pontos percentuais na tentativa de salvar a economia dos efeitos das recentes crises.

O corte, dessa vez, não provocou o efeito esperado, o mercado esperava um corte maior. Assim, o índice Down Jones subiu antecipando o corte, mas despencou logo depois diante da efetivação de apenas 0,25%.

Para complicar, o índice de preços por atacado daquele país, database novembro, deu seu maior salto em 34 anos, fornecendo uma leitura de inflação muito mais alta do que a prevista, tendo como grande vilão o alto custo da energia.

O chamado Índice de Preços do Produtor subiu em novembro 3,2% , contra um aumento de apenas 0,1% em outubro.

A onda de baixa atinge o mundo inteiro. De acordo com a Reuters, as bolsas asiáticas aprofundaram suas perdas nesta segunda-feira (17/12) fechando em baixa não vista há três meses em meio a receios de que a aceleração da inflação nos EUA possa impedir que o Federal Reserve continue cortando a taxa básica de juros.

“Inflação mais alta nos EUA reduzirá o ritmo de corte da taxa de juros. É por causa disso que os investidores estão chateados”, disse Francis Lun, gerente geral da Fulbright Securitização em Hong Kong.

Investidores também estão preocupados com um arrocho maior na China enquanto o governo procura controlar a inflação, a maior em dez anos. A economia Chinesa vem crescendo a um incrível passo de mais de 11% em medições realizadas no último semestre.

A questão agora é saber até onde as bolsas podem cair. Analistas em todo o mundo têm em um mais ou menos consenso que as bolsas estão supervalorizadas em razão dos últimos ralis de euforia, tendo o presidente do Banco Central do Brasil alertado para o fato algumas vezes.

As esperanças agora pousam na tecnologia. Os EUA anunciam que irão mexer nas normas reguladoras de eficiência para que veículos mais econômicos sejam desenvolvidos, e assim criar espaço para a indústria automotiva crescer em tempos de altos preços do petróleo, como ocorreu na década de 80.